sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Consumidores reclamam que letras nas embalagens estão menores


'É direito básico do consumidor, ter informação clara e adequada. Isso não é informar, é enganar', afirma o advogado Flávio Caetano de Paula.




Aquele tormento, que é enxergar as letrinhas miúdas das embalagens no supermercado, piorou. Elas ficaram ainda menores. De longe ou mais perto, nada. “Não consigo mesmo”, diz uma mulher.
Nem com óculos dá para entender uma letra tão miúda. “É difícil, não é fácil, não”, afirma Edson. Sem os óculos então, sem chance. “Aí não enxergo nada. Só com lupa”, brinca.
Já que o Edson deu a deixa, com a lupa vai. “Deu certo. Melhora bem a legibilidade das letras com a lupa”, completa.
Letras pequenas em um espaço ainda mais apertado. Muitas indústrias estão diminuindo o tamanho dos rótulos, para desespero do consumidor. Em um produto, o rótulo que antes ocupava todo o espaço foi reduzido. O que não encolheu, ficou mais estreito. Em um mercado, há dois lotes diferentes do mesmo produto. O Bom Dia comparou os dois rótulos. Veja no vídeo.
“Deve ser para embolsar mais um pouco”, reclama uma mulher. “Uma pessoa que quer ler realmente, ter uma informação melhor, fica difícil”, comenta outra.
Tem mais surpresa nas prateleiras. Em uma embalagem, todas as informações agora estão na parte da frente. O antigo rótulo do verso sumiu. Em outro, para saber o que diz o fabricante, só lendo por meio do líquido, tudo em letra bem pequena. “Não enxergo nada. Tudo embaralhado”, diz uma mulher
Mas essa estratégia contraria o código de defesa do consumidor. “É direito básico do consumidor, ter informação clara e adequada. Não adianta que isso não é informar, é enganar”, afirma o advogado Flávio Caetano de Paula.
O jeito é reclamar e procurar seus direitos. “Ir atrás, se informar para exigir o direito, porque se ele não exigir o direito, quem vai fazê-lo? Precisamos reclamar mais, pois senão, não vai mudar”, completa o advogado.

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Grato pela contribuição. Flávio