terça-feira, 20 de julho de 2010

"Migalhas" esclarecem leitores e rebatem jornalista Josias de Souza

Peço licença aos leitores desse humilde espaço para tratar de cidadania, sim, mas não de consumo. O Jornalista Josias de Souza teceu comentários acerca da nova escolha para Ministro do STF a ser feita pelo Presidente Lula. O conhecido informativo de "Migalhas" esclarece alguns fatos sobre os Ministros.

Vejam matéria abaixo (retirada de MIGALHAS n° 2.432):


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Vaga no STF
Migalhas trouxe ontem a informação de que a Folha de S.Paulo, em matéria, especulava acerca da sucessão de Eros Grau no STF. Como dissemos, o jornal comentava que Lula teria dois nomes na mesa : Cesar Asfor Rocha Arnaldo Malheiros Filho. Mais não falamos.
Mas devíamos ter dito. É que a matéria da Folha, assinada por Josias de Souza, tinha ranços visíveis e erros imperdoáveis. Radicado no DF, o embaciado jornalista afirmava impropriamente que Lula teria de fazer uma escolha entre a técnica e a política. Cesar Asfor Rocha seria a opção técnica, e Arnaldo Malheiros Filho a política.
Nos "prós e contras", o indigitado periodista mostra a que veio. Diz ele que a favor de Asfor Rocha pesa o fato de conduzir um processo de modernização do STJ e que "Malheiros fora contratado pelo PT para cuidar da defesa de Delúbio Soares, ex-tesoureiro da legenda". Diz ainda o sr. Josias que Malheiros não cuida mais do caso Delúbio, mas "Lula receia que, se o escolher, fornecerá munição à oposição em plena campanha eleitoral". Como se vê, o jornalista sabe até o que se passa na cabeça de S. Exa....
Vê-se, também, qual era o intento do jornalista, subestimando a inteligência dos leitores do matutino. Referir-se à indicação de Arnaldo Malheiros Filho como política, a pretexto de desdenhá-la, é de uma estultice pueril. Basta uma consulta ao Google para verificar que Malheiros Filho foi e é advogado de inúmeros políticos, como Franco Montoro, Mário Covas, FHC, Orestes Quércia, Luís Antônio Fleury, Aloysio Nunes Ferreira, Barros Munhoz, Collor, Maluf e Delúbio. O que o autor da matéria fez foi algo comum em leigos, confundir o cliente com o advogado. Ora, os políticos o procuram, como muitos outros clientes, pelas suas habilidades técnicas, e não políticas. Afora isso, o jornalista afirma levianamente que Malheiros não está mais defendendo Delúbio. Ocorre que, segundo Migalhas apurou, ele nunca se afastou da defesa. O que parece ter pretendido a reportagem foi sugerir que, não estando mais no caso, ele julgaria o mensalão. Ora, mais uma vez o autor da matéria minimiza a capacidade de entendimento do leitor. Afinal de contas, regra básica de impedimento diz que não pode ser juiz aquele que advogou no caso.
A opção do presidente da República será, evidentemente, técnica/política, pois se trata de um Tribunal político em sua gênese, composto por integrantes que tenham notório saber jurídico. Sem demérito de outros postulantes, o fato de a escolha eventualmente recair sobre o nome deArnaldo Malheiros Filho será motivo de grande gáudio para o meio jurídico brasileiro. Formado pelas Arcadas (Turma de 1972), nos mesmos bancos acadêmicos que viram alguns anos antes passar seu festejado pai (Turma de 1950), Arnaldo Malheiros Filho é um dos, senão o maior, exemplo de correção na advocacia. Profundo conhecedor do Direito, possuidor de todas as qualidades combativas que forjam o bom advogado, não dispensa a lhaneza e o trato amável. Se não foi a essa "política" que o jornalista se referiu, deveria ter sido. Ou, poderia ter falado de outra. De fato, caso fosse do ramo, poderia ter apurado a efetiva participação do advogado na defesa do Estado Democrático de Direito nos tristes períodos de chumbo da ditadura militar. Ou seja, foram pessoas como ele que permitiram que jornalistas pudessem dizer livremente o que quisessem. Embora algumas vezes, infelizmente, só digam bobagens.
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